Cacau em Portugal - Seu PET com você onde for

Atualizado: Ago 7

Por Camila Ciberi

Blog: Que seja Portugal




Quando começamos a pensar em mudança de país, nunca foi uma opção deixar a Cacau no Brasil e pegá-la depois ou deixá-la com alguém da família. Como nossa mudança foi relativamente rápida, tivemos que pesquisar e planejar o que seria feito com bastante antecedência, pois o processo para trazer um animal para outro país sempre envolve muita burocracia. Perguntamos para amigos, veterinários e entramos em grupos de Facebook. Pesquisamos nos sites da companhia aérea, do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e de Portugal e onde mais achamos informações. É importante tê-las de fontes oficiais, pois nem sempre a experiência do outro irá se encaixar na sua. Independente da companhia, da data da sua viagem, de quem vai levar, o primeiro passo é sempre o microchip. Para entrar nos países da União Europeia, todo animal precisa ser microchipado. Por isso, quando tivemos certeza que era aquilo que queríamos, já colocamos o microchip na Cacau. Ele deve estar dentro das normas internacionais, ISO 11784 ou 11785. A veterinária da época ficou com dó, fez um drama para aplicar, mas batemos o pé. A escolha é sua, o animal é seu e se o seu veterinário não quiser colocar, vá em outro.

Parênteses para a Cacau. Ela é uma labradora, mini (ficou pequena 🤷🏻‍♀️), de quase 9 anos, pesa 24kg e tem dermatite atópica. Sua alergia muda conforme o tempo, ela é alérgica à grama, à plantas, ao tempo seco e já me rendeu praticamente um carro com tantos tratamentos e 7 veterinários diferentes.

A colocação do chip é com uma pistola parecida com a de furar a orelha, pelo menos em animais maiores. Ela não se manifestou, não gritou, não rosnou, não chorou. Ela costuma ser bem calma em veterinários e na realização de exames, então, foi tudo muito bem.

O veterinário deve te entregar um certificado, com data, etiqueta do chip e deve fazer o cadastro no site do fabricante.

Para Portugal, a única vacina exigida é a da raiva. A qualquer momento depois do microchip, você pode dar a vacina. Acabamos dando depois de 3 meses, pois não sabíamos ao certo a data que íamos.

Um mês é o tempo que você precisa aguardar para fazer o exame da sorologia da raiva. Esse exame comprova que o cão adquiriu os anticorpos suficientes contra raiva.

Os preços variam absurdamente de uma cidade para outra, de um veterinário para outro. Nós somos de São Paulo capital. Fizemos no IVI, na Vila Madalena. Cito a clínica pois sempre nos trataram muito bem, lidam com os animais com muito amor e gosto muito do trabalho deles. No final de 2018, pagamos R$ 775,00 apenas neste exame.

É um exame caro, assim como todo o processo de levar um animal para outro país. O planejamento cronológico é importante, mas o financeiro, é fundamental.

Feito o exame, é hora de aguardar a "quarentena" para poder viajar. São 3 meses, 90 dias, a contar da data da coleta do exame.

Com o resultado positivo, acima de 0,5 UI/mL, seu animal já pode embarcar.

A Cacau veio no mesmo voo que eu, mas no porão. Dizem que é um lugar climatizado e com iluminação, o que eu duvido muito.

Comprei no site e liguei em seguida para comprar a dela. Eles pedem algumas informações, como raça, peso, medidas da caixa e peso total. A caixa com o animal não pode ultrapassar os 45kg. Caso ultrapasse, ele deve ser embarcado como carga e, para isso, você precisa contratar um despachante aduaneiro.

Depois da data definida, começa a correria.

O primeiro passo é agendar no aeroporto o CVI. Diria que é bem estressante, pois eles nunca atendem, pelo menos em Guarulhos. O CVI (antigo CZI) é o documento que vai permitir o embarque e ele tem validade de apenas 10 dias. Ou seja, se você vai viajar no dia 20, você deve agendar entre os dias 11 e 17, pois ele leva dois dias úteis para ficar pronto.

Foram quase 3 meses entre a compra da caixa e a data da viagem. Achei um bom tempo de adaptação. A Cacau fez tudo a seu tempo. Coloquei a caminha dela dentro, depois uma camiseta com nosso cheiro e assim ela foi entrando aos poucos. Até que já dormia na casinha um mês antes da viagem.

Sua caixa tem rodinhas, mas optei por fazer a adaptação sem. Facilita bastante o transporte, mas você precisará tirá-las para embarcar.

Camila Ciberi

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