Como estão vivendo os Brasileiros em diversos países com a crise do coronavírus - Holanda

Desde que começou a crise do coronavírus, temos acompanhado as notícias da luta contra a epidemia em diversos países.

Conversando com alguns clientes em situações bem diversas, decidimos fazer uma série de entrevistas contando um pouco sobre a visão de brasileiros que vivem fora.


É importante lembrar que cada pessoa tem um ponto de vista, de acordo com a sua realidade, sua região e seu estilo de vida. Nosso objetivo é compartilhar um pouco de cada história.


Vamos começar essa série com o depoimento da Ellen que mora em Amsterdam na Holanda há pouco mais de 1 ano.

Instagram @ellengiro


Dam Square por @ellengiro na quarentena contra o coronavírus

Imigrei: Há quantos dias você está em quarentena?

Ellen: 31 dias de semi quarentena, era para acabar hoje mas foi prolongada até dia 28/04. Não estamos isolados em casa, a Holanda não optou pelo lockdown, foi fechado o comércio em geral para reduzir o fluxo de pessoas mas podemos sair na rua e usar transporte público, sempre respeitando a distância de 1 metro e meio de outra pessoa.

Imigrei: Qual a situação de emprego hoje para você e família?


Ellen: Como eu trabalho em um escritório de pequeno porte, nos organizamos entre dias de escritório e dias de home office. Meu marido perdeu 3 empregos, pois eram todos ligados diretamente ao turismo em Amsterdam.

Alguns estabelecimentos foram qualificados pelo governo para receber ajuda nesse período, um dos empregos que ele tinha era em um hotel e por isso, receberá 3 meses de salário proporcional.

Imigrei: Você se sente protegida com o sistema de saúde?


Ellen: Nunca precisei usar a saúde aqui e espero não precisar agora. Pelas notícias que recebo, acho que eles são bem preparados, o tempo todo avisam na TV quantos leitos estão sobrando, quais os procedimentos deveremos adotar em caso de suspeita de contaminação e todas as orientações são claras.

Importante esclarecer que na Holanda o sistema de saúde é público mas não é gratuito, e nem funciona como em vários países europeus que cobram uma co-participação quando você utiliza. Cada pessoa acima dos 18 anos, deve pagar uma taxa mensal usando ou não, hoje o valor mínimo é de 109 euros.


Imigrei: Como você avalia a comunicação do governo com a população?


Ellen: O governo Holandês não costuma se expor muito na mídia, nem o primeiro ministro tem o hábito de fazer pronunciamentos ao vivo, porém, este momento virou exceção.

Temos pronunciamentos semanais sempre com o objetivo de acalmar a população, esclarecer dúvidas, dar broncas quando necessário e atualizar as medidas de proteção. O que mais me preocupou, foi o primeiro ministro afirmar que a Holanda esta vivendo o pior período de sua historia desde a segunda guerra.

Imigrei: Como tem sido a reação da população?


Ellen: As pessoas aqui em geral, respeitam bastante as medidas de precaução. Vi poucas pessoas causando problemas nas ruas. Vejo também algumas pessoas paranóicas, com medo de tocar nas coisas por exemplo, mas são poucas. A população se uniu e têm se ajudando para passar por esse período complicado.

Imigrei: Como está o abastecimento de produtos nos mercados?


Ellen: Tivemos um grande corrida aos mercados no inicio, o que comprometeu os estoques, mas já normalizou. Os mercados estão funcionando normalmente e com varias promoções para alimentos perecíveis.

Imigrei: Você conhece alguém que tenha se contaminado?

Ellen: Não

Imigrei: Você pensou em voltar para o Brasil em algum momento?


Ellen: Não, em momento nenhum. Não posso abandonar na dificuldade este país que me acolheu tão bem e já virou minha casa, isso vai passar!

Caso queira compartilhar conosco a sua experiência, escreva para nosso e-mail: imigreibr@gmail.com

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